“Ciclo Bibliotecas” na ESIDM: Professor Marcelo Rebelo de Sousa debate o futuro da leitura
Na passada
segunda-feira, dia 4 de maio, o auditório da Escola Secundária Infanta Dona
Maria contou com a presença do ex-Presidente da República, Professor Marcelo
Rebelo de Sousa, para uma sessão no âmbito do “Ciclo Bibliotecas”, iniciativa
subordinada ao tema: “IA… e se deixarmos de ler?”.
Após uma
maré de palmas por parte de todos os presentes, duas atuações do Conservatório
de Música de Coimbra e uma breve apresentação do ex-Presidente da República,
realizada por duas alunas do 12.º ano da escola anfitriã, o Professor Marcelo
Rebelo de Sousa deu início à sessão, destacando a importância dos alunos para
qualquer instituição de ensino.
Mergulhando
no tema do encontro, Marcelo salientou que os livros são uma afirmação da
liberdade, fazendo referência à Fahrenheit 451, e que estes, os livros, são um
refúgio, ou até mesmo uma casa.
Destacou
ainda que seria uma pessoa extremamente diferente sem a presença dos livros na
sua vida, e que estes o acompanharam durante todo o seu percurso, ajudando-o a
lidar com os altos e baixos da vida.
Focando-se
na Inteligência Artificial — à qual já ninguém consegue ficar indiferente —, o
antigo Presidente da República enfatizou que não é por a informação chegar mais
rapidamente que devemos deixar de procurar.
Ainda que a
“IA” tenha invadido as nossas vidas de forma abrupta, esta não é “milagrosa”.
Contém lacunas e está privada de algo que, para o Professor, é insubstituível:
os sentimentos.
Marcelo
Rebelo de Sousa citou ainda o famoso ditado “Uma imagem vale mais do que mil
palavras” e deixou a questão: “Mas mil palavras valem quantas imagens?”,
realçando os limites criativos da Inteligência Artificial.
Embora esta
seja imparável, não se sobrepõe ao espírito crítico, ao lado humano e à escrita
pessoal que toca a realidade. Porém, para o antigo Presidente, eliminar a
Inteligência Artificial não seria a solução, mas sim adaptarmo-nos e termos
noção dos limites.
O fim da
sessão foi ocupado por perguntas, onde uma mensagem clara ficou no ar: a magia
de um livro não é substituível pela rapidez de uma máquina.
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