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Professor Marcelo Rebelo de Sousa, na ESIDM, 4 de maio de 2026.

  “Ciclo Bibliotecas” na ESIDM: Professor Marcelo Rebelo de Sousa debate o futuro da leitura


Na passada segunda-feira, dia 4 de maio, o auditório da Escola Secundária Infanta Dona Maria contou com a presença do ex-Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, para uma sessão no âmbito do “Ciclo Bibliotecas”, iniciativa subordinada ao tema: “IA… e se deixarmos de ler?”.

Após uma maré de palmas por parte de todos os presentes, duas atuações do Conservatório de Música de Coimbra e uma breve apresentação do ex-Presidente da República, realizada por duas alunas do 12.º ano da escola anfitriã, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa deu início à sessão, destacando a importância dos alunos para qualquer instituição de ensino.

Mergulhando no tema do encontro, Marcelo salientou que os livros são uma afirmação da liberdade, fazendo referência à Fahrenheit 451, e que estes, os livros, são um refúgio, ou até mesmo uma casa.

Destacou ainda que seria uma pessoa extremamente diferente sem a presença dos livros na sua vida, e que estes o acompanharam durante todo o seu percurso, ajudando-o a lidar com os altos e baixos da vida.

Focando-se na Inteligência Artificial — à qual já ninguém consegue ficar indiferente —, o antigo Presidente da República enfatizou que não é por a informação chegar mais rapidamente que devemos deixar de procurar.

Ainda que a “IA” tenha invadido as nossas vidas de forma abrupta, esta não é “milagrosa”. Contém lacunas e está privada de algo que, para o Professor, é insubstituível: os sentimentos.

Marcelo Rebelo de Sousa citou ainda o famoso ditado “Uma imagem vale mais do que mil palavras” e deixou a questão: “Mas mil palavras valem quantas imagens?”, realçando os limites criativos da Inteligência Artificial.

Embora esta seja imparável, não se sobrepõe ao espírito crítico, ao lado humano e à escrita pessoal que toca a realidade. Porém, para o antigo Presidente, eliminar a Inteligência Artificial não seria a solução, mas sim adaptarmo-nos e termos noção dos limites.

O fim da sessão foi ocupado por perguntas, onde uma mensagem clara ficou no ar: a magia de um livro não é substituível pela rapidez de uma máquina.

                                                                                                Madalena Claro, 10ºG 

 

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